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Esta semana no espaço

As dez notícias que mais contaram e as do teu país, cada uma com a fonte e a nossa leitura.

Número 40 · 29 set. 2026 · Mundo · O teu país

O mundo esta semana

Dez notícias, ordenadas pelo quanto mudam o que vem a seguir.

1 · SpacePolicyOnline

Starship chega à órbita pela primeira vez e encurta a viagem

O IFT-14 da SpaceX descolou de Starbase a 28 de setembro, libertou 26 satélites Starlink V3 e amarou no Pacífico Norte após 3 h 8 min em vez das cerca de dez horas previstas; a nave perdeu um dos três motores de vácuo na subida. A nossa leitura: a órbita é o marco. O teste decisivo para a Lua da NASA, reabastecer em órbita, ainda está por vir.

3 h 08voo real
~10 hprevisto
26satélites Starlink V3

Fonte: SpacePolicyOnline

2 · NASA

A Crew-13 parte para a estação espacial a 1 de outubro

Jessica Watkins e Luke Delaney (NASA), Joshua Kutryk (Canadá) e Serguei Teteriatnikov (Roscosmos) devem descolar não antes das 15:10 UTC num Falcon 9 a partir de Cabo Canaveral, na cápsula Dragon “Grace”. O trabalho inclui tecido cardíaco e cerebral cultivado a partir de células estaminais para estudar doenças. Dica: a estação é dos objetos mais brilhantes do céu noturno e o nosso mapa do céu mostra quando passa por cima de ti.

Fonte: NASA

3 · NASA

O Starliner não voltará a levar astronautas antes de 2028

A NASA e a Boeing planeiam um voo sem tripulação, Starliner-1, em dezembro ou janeiro para verificar as correções nos propulsores que funcionaram fora dos limites no teste tripulado de 2024; os astronautas regressam no Starliner-2 “até 2028”. A nossa leitura: até lá, a Dragon da SpaceX é o único transporte americano para a estação, exatamente o ponto único de falha que a NASA queria evitar.

  1. 2024teste tripulado, falhas nos propulsores
  2. 12/2026–01/2027Starliner-1 sem tripulação
  3. 2028astronautas no Starliner-2

Fonte: NASA

4 · ESA

A Juice ganha balanço na Terra a caminho de Júpiter

A sonda Juice da ESA passou 8640 km acima do oceano Índico a 28 de setembro. A gravidade da Terra desviou a trajetória em 20° e acrescentou 3,5 km/s quase sem combustível. Falta um último sobrevoo da Terra em janeiro de 2029; depois Júpiter em 2031 e 35 passagens por Ganimedes, Europa e Calisto. A nossa leitura: é assim que se vai longe com pouco dinheiro, pedindo velocidade emprestada aos planetas.

8 640 kmmaior aproximação
+3,5 km/svelocidade ganha
20°mudança de rumo

Fonte: ESA

5 · NASA

A NASA escolhe o PRIMA, um telescópio de infravermelho distante para 2033

O PRIMA inaugura a nova classe de missões “Probe” da NASA: teto de custo de 1,2 mil milhões de dólares, espelho de 1,8 m e cinco anos de observação, liderado pelo JPL com parceiros como CNES, ASI e DLR. Vê a luz do infravermelho distante entre o Webb e as antenas de rádio: poeira fria, planetas em formação, galáxias a crescer. A nossa leitura: é a parte do céu que o Webb não vê.

  1. 2026selecionado
  2. 2033lançamento
  3. +5anos de observação

Fonte: NASA

6 · NASA

Os Acordos Artemis passam os 75 países: três assinaturas em três dias

A Croácia assinou como 74.º a 23 de setembro, a Costa do Marfim como 75.º no dia seguinte e São Marinho como 76.º a 25. Os acordos definem regras comuns para explorar a Lua de forma pacífica e aberta: partilhar dados, ajudar, não atrapalhar. Portugal aderiu como 60.º em janeiro e a Turquia como 71.º a 31 de agosto. A nossa leitura: a Lua ganha um regulamento antes de ficar cheia.

6001/20267131.087423.097524.097625.09

Fonte: NASA

7 · ESA

A Europa começa a desenhar a sua própria estação espacial

Com a ISS a caminho da reforma, a ESA tem duas equipas industriais, lideradas pela Airbus Defence and Space e pela OHB, a fazer estudos de viabilidade de nove meses (desde junho) para um posto europeu em órbita baixa. A Europa já construiu o laboratório Columbus e o módulo de serviço do Orion. A nossa leitura: a pergunta de fundo é se a Europa quer ser inquilina em estações alheias ou dona da sua.

Fonte: ESA

8 · NASA

O resgate que não aconteceu: o Swift vai cair na Terra

O robô LINK da Katalyst Space foi lançado em julho num Pegasus XL para subir a órbita do observatório Swift da NASA, ativo desde 2004. Falhas de comunicação e de orientação transformaram a missão num teste tecnológico; o LINK reentrou a 25 de setembro e espera-se que o Swift caia até ao fim do ano. A nossa leitura: a manutenção de satélites funciona no papel e em demonstrações, mas ainda não é rotina.

  1. 2004lançamento do Swift
  2. 07/2026lançamento do socorrista LINK
  3. 25.09reentrada do LINK
  4. 2026reentrada prevista do Swift

Fonte: NASA

9 · NASA

O gelo marinho do Ártico atinge o mínimo de 2026

A 12 de setembro o gelo do Ártico desceu para 4,6 milhões de km², empatado como o 10.º mínimo mais baixo desde o início dos registos por satélite em 1978. Os 20 mínimos mais baixos caem todos entre 2007 e 2026; os cientistas falam de um patamar, ainda muito abaixo do início do registo. A nossa leitura: só os satélites medem um oceano inteiro todos os dias, e esse registo é dos serviços mais claros que o espaço nos presta.

4,6 M km²mínimo a 12 set.
10.mais baixo desde 1978 (empate)
20/20mínimos, todos desde 2007

Fonte: NASA

10 · European Spaceflight

O primeiro lançamento orbital a partir da Europa continental

A 5 de setembro o foguetão Spectrum da Isar Aerospace descolou de Andøya, na Noruega, e colocou cinco CubeSats em órbita: o primeiro lançamento orbital bem-sucedido a partir da Europa continental e o primeiro de um foguetão europeu de capital privado. Chegou depois de um ano de adiamentos, de uma válvula a um barco na zona interdita. A nossa leitura: com o Ariane 6 atrasado, uma segunda via europeia para a órbita chega na altura certa.

Fonte: European Spaceflight

O teu país

Escolhido pela tua localização. Escolhe outro país:

Turquia

· TÜBİTAK Bilim Genç

O mundo espacial reúne-se em Antália na próxima semana

O 77.º Congresso Astronáutico Internacional decorre de 5 a 9 de outubro no Antalya Nest Convention Center, com a Agência Espacial Turca como anfitriã e mais de 10 000 participantes esperados. A nossa leitura: durante uma semana o espaço vai à Turquia, uma oportunidade de transformar um programa jovem em parcerias.

5–9.10datas do congresso
10 000+participantes previstos
77.edição do IAC

Fonte: TÜBİTAK Bilim Genç

· Türkiye Uzay Ajansı

A primeira nave lunar turca entra em testes ambientais

A nave de 3,5 toneladas, com mais de 80% de componentes nacionais, está montada e no centro de testes da TUSAŞ, onde será agitada e aquecida como num lançamento. O objetivo é descolar de Kennedy no início de 2027, dois meses de viagem e uma órbita polar de 100 km à volta da Lua para estudar vento solar, formação de água e radiação. A nossa leitura: é nos testes que um calendário aguenta ou escorrega.

3,5 tmassa da nave
100 kmórbita polar lunar
%80+componentes nacionais

Fonte: Türkiye Uzay Ajansı

· Türkiye Uzay Ajansı

A Turquia assina os Acordos Artemis como 71.º país

O ministro da Indústria e Tecnologia, Mehmet Fatih Kacır, assinou a 31 de agosto na sede da NASA em Washington. Os acordos comprometem com uma exploração lunar pacífica e transparente e abrem a porta a instrumentos turcos em futuras missões. A nossa leitura: uma assinatura não voa, mas senta a Turquia à mesa onde se repartem as viagens à Lua.

Fonte: Türkiye Uzay Ajansı

· Türkiye Uzay Ajansı

O primeiro relógio atómico turco já bate em órbita

O relógio de rubídio do Instituto Nacional de Metrologia da TÜBİTAK foi lançado a 7 de julho no Transporter-17 da SpaceX e enviou o primeiro sinal a 15. Será testado pelo menos um ano como peça de um sistema regional de posicionamento e tempo. A nossa leitura: todo o satélite de navegação é no fundo um relógio que voa, e esta é a peça que os países costumam comprar fora.

Fonte: Türkiye Uzay Ajansı

· Türkiye Uzay Ajansı

O Astro Hackathon da TUA realiza a final turca em Ancara

A Agência Espacial Turca realizou a 10 de setembro, em Ancara, a final nacional do seu Astro Hackathon, onde equipas de estudantes criam ideias de software e hardware espacial contra o relógio. A nossa leitura: os foguetões dão manchetes, mas um programa espacial vive dos engenheiros que forma em casa.

Fonte: Türkiye Uzay Ajansı

Estados Unidos

· NASA

A tripulação da Artemis II em Houston a 30 de setembro

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadiano Jeremy Hansen, que contornaram a Lua de 1 a 10 de abril e se afastaram 406 772 km da Terra, o mais longe que humanos já foram, participam num evento público gratuito na Universidade de Houston. Serão distinguidos por baterem o recorde de distância da Apollo 13. A nossa leitura: a próxima tripulação a ir tão longe deverá aterrar.

406 772 kmmais longe da Terra
10dias, 1–10 abril

Fonte: NASA

· NASA

Satélite radar EUA–Índia filma um vulcão a acordar

O NISAR, construído pelo JPL da NASA (radar banda L) e pela ISRO indiana (banda S), transformou as imagens do Krasheninnikov, em Kamchatka, em erupção pela primeira vez em quase 500 anos, num timelapse de dezembro de 2025 a agosto de 2026. Vê através de nuvens e escuridão e volta a cada ponto de 12 em 12 dias. A nossa leitura: o radar mostra como o chão se mexe onde ninguém pode estar.

Fonte: NASA

· NASA

O que comer em Marte: a NASA anuncia os vencedores de sistemas alimentares

O Deep Space Food Challenge pedia um sistema completo para alimentar 15 pessoas durante 500 dias marcianos. O primeiro prémio (300 000 dólares) foi para Chinyere Ukeje, de Filadélfia, com um desenho que junta cultivo, fermentação e fungos e produz no local metade da comida. A nossa leitura: Marte é tanto um problema de cozinha como de foguetões.

$650 000prémios totais
113candidaturas de 33 países
15 × 500tripulantes × sóis

Fonte: NASA

· Spaceflight Now

Um Falcon 9 leva uma missão secreta da Força Espacial a partir da Califórnia

A SpaceX agendou a missão USSF-385 para a Força Espacial dos EUA a partir de Vandenberg, na costa oeste, um dos cada vez mais voos de segurança nacional em foguetões comerciais. A carga é secreta. A nossa leitura: do chão parece um lançamento qualquer, e o nosso painel de lançamentos mostra como estes voos se tornaram rotina.

Fonte: Spaceflight Now

· NASASpaceflight

Um “Otter” do tamanho de um forno vai inspecionar satélites mortos para a NASA

O primeiro Otter em tamanho real da Starfish Space, um veículo de serviço com propulsão elétrica que agarra superfícies planas sem encaixe de acoplagem, voa não antes de outubro no Transporter-18 da SpaceX. A partir de 2027 aproxima-se de satélites americanos inativos para a missão SSPICY da NASA, de 15 milhões de dólares, a primeira inspeção comercial de detritos paga pela agência. A nossa leitura: antes de limpar o lixo espacial é preciso saber como ele gira.

Fonte: NASASpaceflight

Alemanha

· European Spaceflight

O Callisto, banco de ensaio europeu de foguetões reutilizáveis, ganha forma

O DLR concluiu os testes da ogiva do Callisto e envia-a para o CNES, em França. O demonstrador germano-franco-japonês fará a partir de 2027, em cerca de oito meses, oito saltos cada vez mais exigentes e dois voos finais na Guiana Francesa. A nossa leitura: aterrar foguetões já não é exótico, mas a Europa tem de o aprender sozinha.

8 + 2voos de teste e demonstração
~8meses de saltos
2027primeiro salto

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

O foguetão de investigação MAPHEUS-17 do DLR pode voar a 1 de outubro

A missão suborbital MAPHEUS-17 do Centro Aeroespacial Alemão pode descolar a partir de 1 de outubro. Estes foguetões dão às experiências alguns minutos de imponderabilidade por uma fração do custo de um voo orbital. A nossa leitura: boa parte da ciência que depois vai para a estação é testada primeiro em voos assim.

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

A HyImpulse junta 50 milhões de euros à sua ronda

A start-up alemã de lançadores, que constrói foguetões a parafina e oxigénio líquido, alargou a 2 de setembro a sua ronda Série A em 50 milhões de euros, dias antes de a Isar Aerospace provar que um foguetão alemão chega à órbita. A nossa leitura: os investidores apostam que a Europa tem espaço para mais de um pequeno lançador.

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

A start-up de Munique Project-S sai da sombra para vigiar o céu

A Project-S, empresa de Munique de vigilância do espaço, que acompanha o que orbita onde e como se comporta, saiu do anonimato a 4 de setembro. A nossa leitura: com dezenas de milhares de objetos em órbita e novas constelações todos os meses, saber onde está cada coisa torna-se uma indústria própria.

Fonte: European Spaceflight

· ESA

A Airbus e a OHB lideram os estudos europeus para depois da ISS

As duas equipas industriais escolhidas pela ESA para estudar um posto orbital europeu são lideradas por empresas com grandes centros na Alemanha, a Airbus Defence and Space e a OHB, de Bremen, cada uma com mais seis parceiros, durante nove meses. A nossa leitura: quem desenha o conceito costuma construir o hardware, um grande momento discreto para a indústria espacial alemã.

Fonte: ESA

Espanha

· ESA

Um olhar sobre o eclipse total em Espanha

A 12 de agosto a Europa viu o primeiro eclipse total do Sol em mais de duas décadas; a faixa de totalidade atravessou o norte de Espanha depois da Gronelândia e da Islândia, e a ESA transmitiu em direto do observatório de Javalambre, em Teruel. A nossa leitura: o próximo eclipse total sobre Espanha é a 2 de agosto de 2027.

Fonte: ESA

· European Spaceflight

Espanha põe mil milhões de euros na mesa para levar um telescópio gigante a La Palma

Espanha ofereceu até mil milhões de euros para levar o Telescópio de Trinta Metros do Mauna Kea, no Havai, bloqueado por protestos desde 2014, para La Palma, nas Canárias, local alternativo desde 2016. A fundação científica dos EUA inclinou-se para o rival Telescópio Gigante Magalhães. A nossa leitura: se avançar, as Canárias terão um dos olhos mais nítidos do céu durante décadas.

Ministério da Ciência400 M€
Banco Europeu de Investimento300 M€
ICO (possível)300 M€

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

Um módulo espanhol chamado Don Quijote vai cavalgar um asteroide junto à Terra

A ESA escolheu a espanhola EMXYS para construir o módulo de 10 milhões de euros, que tentará pousar no asteroide Apófis em abril de 2029, quando passar a apenas 32 000 km da Terra, mais perto do que muitos satélites. Três instrumentos vão medir gravidade, magnetismo e abalos enquanto a Terra puxa a rocha. A nossa leitura: uma rara experiência grátis, oferecida pela mecânica celeste.

  1. 2028lançamento da Ramses
  2. 04/2029Apophis a 32 000 km da Terra

Fonte: European Spaceflight

· SpaceNews

Espanha destina até 2 mil milhões a comunicações militares por satélite no IRIS²

Espanha vai atribuir entre 1,6 e 2 mil milhões de euros às comunicações militares nacionais no âmbito do IRIS², a futura constelação segura da UE. Dias depois, a Airbus e a Thales ganharam a encomenda de um substituto do SpainSat. A nossa leitura: as ligações seguras a partir da órbita passaram de desejo a rubrica orçamental.

Fonte: SpaceNews

· Spaceflight Now

Incêndios obrigaram a evacuar as antenas de espaço profundo da NASA perto de Madrid

Em julho, fogos perto de Madrid esvaziaram o Complexo de Comunicações do Espaço Profundo de Madrid, um dos três únicos no mundo que falam com as sondas distantes da NASA; uma estação da ESA em Espanha também esteve ameaçada. Ambas voltaram ao serviço sem danos graves. A nossa leitura: cada sinal de Marte ou da Juice passa por um punhado de antenas em terra, e este verão mostrou como estão expostas.

Fonte: Spaceflight Now

França

· European Spaceflight

Um problema de turbobomba trava o Ariane 6

Uma anomalia numa turbobomba detetada em testes em terra em agosto deixa apenas mais um ou dois lançamentos do Ariane 6 este ano em vez de três ou quatro, confirmou a ESA a 21 de setembro; a ArianeGroup verifica a linha de produção. Mantém-se a meta de 9 a 10 voos por ano a partir de 2027. A nossa leitura: o foguetão pesado europeu funciona, mas o ponto fraco é a cadência, precisamente quando os clientes procuram alternativas à SpaceX.

3–4lançamentos adicionais antes previstos em 2026
1–2agora previstos
9–10por ano, meta a partir de 2027

Fonte: European Spaceflight

· ESA

O Ariane 6 completa o novo trio europeu de satélites meteorológicos

O segundo gerador de imagens Meteosat de Terceira Geração, MTG-I2, foi lançado no voo VA270 do Ariane 6 a partir de Kourou, completando o mais recente trio europeu de satélites meteorológicos geoestacionários. A nossa leitura: a previsão do teu telemóvel começa a 36 000 km de altura, e a europeia parte em grande medida da Guiana Francesa.

Fonte: ESA

· ESA

Paris vista da órbita por Sophie Adenot

A ESA publicou uma vista da capital francesa tirada do espaço pela astronauta francesa da ESA Sophie Adenot, com o Sena a serpentear pela cidade. A nossa leitura: as fotos de astronautas são mais do que postais; mostram a um país o seu lugar no planeta.

Fonte: ESA

· European Spaceflight

A start-up francesa Sirius Space acende o motor STAR-1 completo

A Sirius Space Services testou pela primeira vez um protótipo completo do seu motor-foguete STAR-1. Na mesma semana, outra start-up francesa, a HyPrSpace, adiou para 2027 o primeiro voo do foguetão Baguette One. A nossa leitura: o setor francês de pequenos lançadores amadurece, ensaio a ensaio, adiamento a adiamento.

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

O CNES quer novos seguidores automáticos para o porto espacial europeu

A agência espacial francesa lançou um concurso para torres óticas automáticas de seguimento no Centro Espacial da Guiana, as câmaras que seguem os foguetões após a descolagem. A nossa leitura: com Callisto, Vega C, Ariane 6 e novas start-ups a caminho de Kourou, o porto espacial prepara-se para muito mais tráfego do que o previsto.

Fonte: European Spaceflight

Portugal e Brasil

· Agência Espacial Portuguesa

Portugal tem 25 novos “Astronautas por um Dia”

A 20 de setembro, 35 jovens, 25 portugueses e 10 estónios, fizeram 15 parábolas no Airbus A310 da Novespace, cada uma com cerca de 20 segundos sem peso; 60% eram raparigas. O total português chega a 146 desde 2022. A nossa leitura: barato, alegre e marcante, o tipo de iniciativa que dez anos depois se transforma em engenheiras.

35jovens (25 PT + 10 EE)
15 × 20 sparábolas × segundos sem peso
60%raparigas

Fonte: Agência Espacial Portuguesa

· Agência Espacial Portuguesa

Portugal junta-se à parceria europeia AgData

Portugal aderiu à AgData, uma parceria europeia para pôr os dados, incluindo observações de satélite, ao serviço da agricultura. A nossa leitura: para um país de vinhas, pomares e verões cada vez mais secos, conhecer a humidade do solo a partir da órbita não é ciência abstrata, é a próxima colheita.

Fonte: Agência Espacial Portuguesa

· ECO

Cinco projetos portugueses de exploração espacial partilham 600 mil euros

O programa PROSSE da Agência Espacial Portuguesa financia cinco projetos, de produzir oxigénio a partir do CO₂ de Marte a transformar uma caixa de escadas em Lisboa numa torre de queda livre de 2,5 segundos. Chegaram 16 candidaturas; em 2025 só dois projetos foram financiados. A nossa leitura: bolsas pequenas, ideias grandes, e uma torre de queda numa escadaria é o tipo de engenho que agarra os estudantes.

ARES: oxigénio do CO₂ marciano150 k€
Ocean2Orbit: moléculas de peixe em microgravidade150 k€
FingertipSpace: chip de saúde100 k€
MARSEP: partículas solares em Marte100 k€
TOWER: torre de queda de 2 5 s100 k€

Fonte: ECO

· Agência Espacial Portuguesa

O espaço acrescentou 1,2 mil milhões à economia portuguesa em seis anos

Um estudo da Novaspace para a Agência Espacial Portuguesa conclui que o setor contribuiu com 1,2 mil milhões de euros para o PIB entre 2019 e 2024, cerca de 4500 empregos por ano e 2,17 euros de valor por cada euro investido. Surgem agora 4,8 empresas por ano, contra 1,9. A nossa leitura: ainda cerca de 0,1% do PIB, mas a crescer a partir de uma base muito pequena.

€1,2 mldcontributo para o PIB, 2019–2024
2,17€ de valor por € investido
4 500empregos por ano

Fonte: Agência Espacial Portuguesa

· European Spaceflight

O Amazonia-1B do Brasil vai voar num Vega C europeu

O INPE, instituto brasileiro de pesquisas espaciais, contratou o lançamento do seu satélite de observação Amazonia-1B num Vega C, o mesmo foguete que este mês levou dois satélites do clima. A nossa leitura: a Amazónia é dos lugares onde observar a partir da órbita mais importa, e é bom ver os olhos do próprio Brasil ganharem boleia.

Fonte: European Spaceflight

Grécia

· Hellenic Space Center

A Grécia lança o HELLAS-SPACE 2.0, um programa espacial de 350 milhões

Financiado pelo plano de recuperação Greece 2.0 e desenvolvido com a ESA, o programa paga satélites de observação de altíssima resolução, câmaras térmicas para detetar incêndios, ligações seguras, vigilância espacial e apoio a universidades e start-ups. A nossa leitura: depois de verões de incêndios, ver o calor a partir da órbita é das compras mais úteis de um orçamento espacial.

€350 Mprograma espacial nacional

Fonte: Hellenic Space Center

· Hellenic Space Center

Dia informativo do HELLAS-SPACE 2.0 a 9 de outubro

O Centro Espacial Helénico organiza a 9 de outubro um dia informativo para empresas e investigadores que queiram participar no novo programa espacial nacional. A nossa leitura: o dinheiro está anunciado; agora laboratórios e start-ups gregos sabem como obter a sua parte.

Fonte: Hellenic Space Center

· Hellenic Space Center

Estudo liderado pela Grécia escolhe vulcões de gelo em Ganimedes para a Juice

A Dra. Anezina Solomonidou, do Centro Espacial Helénico, liderou uma equipa internacional que encontrou quatro depressões em Ganimedes que podem ser vulcões de gelo, por onde saiu material rico em água. O espectrómetro MAJIS e a câmara JANUS da Juice vão examiná-las depois de 2031. A nossa leitura: o sobrevoo da Terra desta semana aproximou a Juice dos alvos escolhidos por cientistas gregos.

Fonte: Hellenic Space Center

· ESA

Treze satélites europeus num foguetão reforçam a vigilância grega

Em maio, treze satélites europeus chegaram à órbita num único lançamento partilhado, somando capacidades aos programas de monitorização italiano e grego. A nossa leitura: as boleias espaciais são a via barata das pequenas nações espaciais, e a Grécia aproveita-a bem.

Fonte: ESA

· ESA

Os pequenos satélites gregos: do primeiro contacto a um 2026 cheio

A ESA informou em fevereiro que as equipas dos satélites gregos MICE-1 e PHASMA tinham contactado todas as naves e estavam a pô-las em serviço. O programa nacional tem sete missões, com ERMIS, OptiSat, PeakSat e Hellenic Space Dawn previstas para 2026. A nossa leitura: sete missões pequenas formam mais engenheiros do que uma grande.

7missões do programa
4CubeSats previstos para 2026

Fonte: ESA

Itália

· European Spaceflight

Itália paga uma casa na Lua e garante dois astronautas à superfície

A Itália comprometeu mais de 5 mil milhões de dólares com o Habitat Multifunções, um módulo pressurizado de 15 toneladas e 6 metros da Thales Alenia Space para a base lunar da NASA, em troca de dois lugares para astronautas italianos em futuras alunagens. Passou a revisão de requisitos em maio e aponta para lançamento em 2033. A nossa leitura: é o caminho mais direto que um país europeu encontrou para pôr os seus cidadãos na Lua.

$5 mld+compromisso italiano
2lugares para astronautas italianos
15 tmassa do habitat

Fonte: European Spaceflight

· Spaceflight Now

O Vega C lança dois satélites do clima, e a Avio fá-lo sozinha

O voo VV30 a partir de Kourou levou o FLEX, da ESA, que mede o leve brilho que as plantas emitem na fotossíntese, e o Copernicus Sentinel-3C para oceanos e terra. Foi o segundo lançamento do Vega C gerido só pela italiana Avio. A nossa leitura: o pequeno lançador europeu encontra o ritmo enquanto o Ariane 6 tropeça.

Fonte: Spaceflight Now

· European Spaceflight

A Avio termina a montagem do demonstrador FD1

A Avio concluiu a integração do FD1, um demonstrador de voo que vai testar tecnologia para futuros foguetões num salto suborbital a partir da Sardenha, segundo documentos ambientais. A nossa leitura: depois de anos a voar foguetões desenhados para a ESA, a Avio testa agora hardware nos seus próprios termos.

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

Um diplomata assume temporariamente a Agência Espacial Italiana

Depois da demissão de três administradores e da dissolução do conselho, o diplomata de carreira Mario Cospito foi nomeado comissário extraordinário da ASI. A nossa leitura: o momento é delicado, com a Itália a financiar um habitat lunar e a voar o Vega C; a estabilidade da agência conta tanto como os foguetões.

Fonte: European Spaceflight

· European Spaceflight

Luca Parmitano fica com o primeiro lugar europeu na Artemis

A ESA atribuiu ao italiano Luca Parmitano o seu primeiro lugar numa tripulação Artemis, afastando-se da ordem acordada em novembro de 2025, pela experiência como piloto de testes. A nossa leitura: com o acordo do habitat, a Itália tem a mão europeia mais forte para a Lua.

Fonte: European Spaceflight

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